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15 janeiro 2013

Meus Melhores Rascunhos – Christine M.




Editora: Underworld 
Ano: 2012
Páginas: 120
Mais informações: Skoob 
Ver também: [Resenha] Sob a Luz dos Seus Olhos
Avaliação: 




As primeiras publicações de Christine M. foram feitas pela internet e, após quase dez anos de escrita, seus melhores textos foram selecionados e transformados em livro. “Meus Melhores Rascunhos” traz uma coleção de crônicas, contos, versos e aforismos retirados de seu antigo blog e também inéditos. A maior característica da obra é o tom intimista, quase pessoal, pois, nesse caso, poderemos apreciar as linhas despretensiosas da autora que sempre viu na escrita, antes de qualquer coisa, um modo de florescer e de se conhecer melhor. Espere textos com romance, sensibilidade e transparência. Um apanhado de pensamentos e sensações da jovem autora que se transformou em um livro encantador.




28 dezembro 2012

Meus Melhores Rascunhos – Christine M.



Editora: Underworld 
Ano: 2012
Páginas: 120
Mais informações: Skoob 
Ver também: [Resenha] Sob a Luz dos Seus Olhos
Avaliação: 




As primeiras publicações de Christine M. foram feitas pela internet e, após quase dez anos de escrita, seus melhores textos foram selecionados e transformados em livro. “Meus Melhores Rascunhos” traz uma coleção de crônicas, contos, versos e aforismos retirados de seu antigo blog e também inéditos. A maior característica da obra é o tom intimista, quase pessoal, pois, nesse caso, poderemos apreciar as linhas despretensiosas da autora que sempre viu na escrita, antes de qualquer coisa, um modo de florescer e de se conhecer melhor. Espere textos com romance, sensibilidade e transparência. Um apanhado de pensamentos e sensações da jovem autora que se transformou em um livro encantador.

Vamos falar de sentimentos? Tudo bem, vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com a resenha, eu sei; A resposta, claramente é: Tudo, meu caro Viajante. Absolutamente tudo. Porque é justamente isso que a Chris uma vez mais nos oferece em Meus Melhores Rascunhos, uma imensa e diversificada gama de sentimentos que poderão te levar da mais alta nuvem ao mais profundo oceano e, provavelmente, muito além. Com seu jeito dócil e honesto e sua encantadora e faceira escrita a escrevedora nos leva a viajar para onde bem entender e, sem que percebamos, estamos muitas vezes dentro de nós mesmos. Esse é, inclusive, um dos aspectos que eu mais admiro nela: A capacidade de sentir e fazer com que sintamos tudo aquilo que escreve. É um pouco como ela descreve no texto sobre a Clarice L. (a qual ela tem como uma amiga, tamanha a proximidade com seus escritos e carrega consigo para onde quer que vá) enquanto eu lia, sentia a Chris aqui, sentadinha perto de mim, sorrindo faceiramente a cada suspiro, sorriso e emoção que conseguiu me arrancar — que acredite, não foram poucos. Em alguns textos, ela se fez tão presente que consegui ouvir sua voz, não apenas em minha mente como ocorre com todos os livros, mas de uma forma tão realística que não encontro palavras boas o suficientes para explicar, então me resumo a sentir mais uma vez a sensação. Sim, eu a ouvi não apenas lendo para mim, mas conversando, desabafando e me deixando absorto diante de tamanha franqueza e transparência e essa sensação é impagável.

Este é um livro curtinho, então, mesmo que eu tenha cogitado a possibilidade de saboreá-lo aos poucos, para não ter de me despedir tão rapidamente, só consegui em duas parcelas. Metade pela manhã e metade antes de dormir. A sensação foi a mesma. Vi a mim mesmo como personagem de muitos daqueles “Rascunhos” e inclusive comentei isso com ela em uma breve conversa, na qual ela retrucou: “Você acha que eu escolho meus pupilos aleatoriamente? tsc tsc tsc” e consecutivamente me deixou todo risonho e bobalhão em frente a esta mesma tela que agora observo.

Então, mesmo sabendo que nem todos dão preferência a livros de contos, textos e prosa, rogo que não deixem de ler Meus Melhores Rascunhospor este motivo, pois acredito que não há forma de se arrepender depois de tê-lo feito. Ganhei meu exemplar da Chris, que me mandou com uma dedicatória muito linda por sinal, e por isso pretendia obter um exemplar na lojinha da Underworld e sortear junto com esta resenha, mas depois de minhas últimas (e gigantescas) aquisições fiz a promessa de não comprar mais nenhum exemplar esse ano (e o mínimo possível em 2013), então quem quiser ler o livro precisa correr, pois ele é de tiragem única e ela já está quase no fim. Deixo então a promessa de sortear O Que Não Diz a Lenda que provavelmente será minha primeira leitura do ano vindouro.

Bom, eis a parte difícilimpossível. O quote. Alguém por favor me ensina a escolher apenas um dentre centenas de “quotes quotáveis”? Sério, nem sequer consigo escolher um “rascunho” como favorito, pois amei cada um de uma forma diferente e todos num sentido geral. Pensei em espalhar vários quotes durante esta resenha, só para deixar a curiosidade de vocês a mil, mas me resolvi pelo seguinte: Abri uma página aleatória e peguei o primeiro quote que avistei. Então, deliciem-se:

Eu sempre li. Não consigo ter memória do tempo em que as letras nada mais eram do que símbolos obscuros. Em minha cabeça ou, mais provavelmente, na minha alma mora a ilusão verdadeira de que nasci lendo. (...) leio o que me der na telha. Não defino um livro pela quantidade de exemplares que vendeu, pelo nome que assina a capa ou pela opinião alheia. Mesmo porque, se eu levasse, a última em consideração me sobrariam pouquíssimas opções — Falemos de amor (Págs. 48/49). 
PS.: Se você participou da promoção de Sob a Luz dos Seus Olhos e consequentemente curtiu a página da autora no facebook eis mais um ótimo motivo para você obter seu exemplar: TEM SEU NOME NOS AGRADECIMENTOS!

Assim me despeço, com a promessa de voltar.
Caleb Henrique



13 novembro 2012

Deslembrança - Cat Patrick


Editora: Intrínseca 
Ano: 2012
Páginas: 256
Mais informações: Skoob 
Avaliação: 


Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Quando vi que a Intrínseca lançaria Deslembrança (que me chamou a atenção desde a primeira vez que o vi, num site americano) eu literalmente surtei. Primeiro porque eu simpatizo muito com a editora (lê-se: eu babo o catálogo inteiro) e, segundo, porque eu já queria ler o livro. Então pensei: “Não tem como dar errado”, mas deu.

Tudo bem, eu errei ao criar muitas expectativas para o livro, afinal, não é de meu feitio fazê-lo. Não sei se já comentei aqui, mas eu sou completamente paranóico com spoilers e procuro saber o mínimo possível sobre a trama. É que gosto de surpresas, então, prefiro deixar os personagens me surpreenderem o máximo possível. Parece loucura, e talvez seja, mas este sou eu, mas voltemos o foco à resenha:

A London só consegue lembrar-se do futuro, logo, seu passado é um imenso branco para ela. A questão é que em algum ponto da noite (e não apenas quando dorme; como diz a sinopse) todo o seu dia se apaga e tudo o que lhe resta são suas próprias anotações.  Confesso que de inicio achei todo o lance do esquecimento e anotações um tanto esquisito e entediante, mas não demorei muito a me acostumar, e admito que isso talvez tenha ocorrido pelo fato de minha mente insistir em encontrar alguma falha ou método de burlar o problema (algo que acontece muito comigo) ou até mesmo conseguir descobrir o porquê do problema e, rufem os tambores, minha teoria estava 70% correta. Me senti ao mesmo tempo um gênio por ter conseguido tal façanha e decepcionado por esperar que ela conseguisse me surpreender com um final totalmente diferente do que eu havia imaginado.

Muitos reclamaram da narrativa da Cat, o que não veio a ser o meu caso. Gostei tanto da narrativa quanto dos personagens. Honestamente, o livro é bom, a história boa e a trama até que está bem desenvolvida para um livro de estréia. Então o caso não é de eu não ter gostado, porque eu gostei, mas ao terminar não pude deixar de pensar: “Imagina uma ideia dessa nas mãos da Lauren Oliver” e honestamente, sei que a comparação é humilhante e injusta, mas me ocorreu. Então, sim, eu indico Deslembrança para quem quer uma leitura rápida e boa, mas aviso: Não crie expectativas demais.

Fiquemos com uma de minhas citações prediletas:

Lágrimas e mais lágrimas caem nas páginas pautadas em minha mãos enquanto descubro um pesadelo que se tornou realidade. Enxugo-as rapidamente para que não desbotem a tinta. Porque, apesar do aperto no peito que me faz odiar os passarinhos cantando e tudo o mais, sei que precisava ler isto hoje, e que vou precisar ler de novo amanhã.Para mim, ler é lembrar." (p. 194)

Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique

24 outubro 2012

Resenha: Menina Morta-Viva – Elizabeth Scott



Editora: Underworld 
Ano: 2011
Páginas: 172
Mais informações: Skoob 
Avaliação: 

Era uma vez, eu era uma menininha que desapareceu.
Era uma vez, o meu nome não era Alice.
Era uma vez, eu não sabia como tinha sorte.
 
Quando Alice tinha dez anos, Ray levou-a de sua família, seus amigos ― a sua vida. Ela aprendeu a desistir de todo o poder, para suportar toda a dor. Ela esperou que o pesadelo acabasse. Alice agora tem quinze e Ray ainda a tem, mas ele fala mais e mais da sua morte. Ele não sabe é o que ela anseia. Ela não sabe que ele tem algo mais assustador do que a morte em mente para ela. Esta é a história de Alice. É uma que você nunca ouviu falar, e que você nunca, jamais esquecerá.


A vida de Alice, não é nada fácil ― sequestrada aos dez, submetida à violência, ameaças e abusos excessivos e constantes por parte de Ray. Cercada pelo pavor constante ela vive e se comporta conforme seu captor deseja, ou melhor, ela espera. Espera ansiosamente que ele finalmente canse e acabe com o sofrimento que a acompanha há cinco anos. Pobre Alice... tão pequena e teve sua vida roubada. Tão nova e já perdeu todas as esperanças. Pobre Alice...

Bom, ao ler a sinopse eu deduzi se tratar de um livro sobrenatural e, confesso, estava parcialmente enganado. Não há nada de natural nesta estória, logo, ainda que não possua monstros épicos, batalhas inumanas ou coisas fantásticas o livro pode ser considerado sobrenatural porque, concordemos, os pedófilos são alguns dos monstros do mundo real.

Pedofilia. Quem diria... Um tema bastante pesado. Por sorte, para os que não possuem sangue frio, a Elizabeth Scott consegue a proeza de tornar toda a dor e monstruosidade absurdamente mais leves. E você se pega lendo, ainda que com receio e por vezes repulsa, em um frenesi incessável na esperança de ser libertado pelo final. Por sorte, isso não demora muito a acontecer, já que é um livro realmente curto, de apenas 172 páginas. Li em apenas uma manhã.

Bom, não há como não se comover com a estória dessa pequena garota que ainda muito nova foi brutalmente arrancada de sua família e teve tudo, inclusive sua própria identidade, roubada por um monstro. É brutal e nos faz refletir sobre coisas corriqueiras, das quais deveríamos dar mais atenção e ver quanta sorte nós possuímos. Aos fãs da psicologia humana, este livro é uma boa pedida para servir de base sobre o assunto em questão. Dei três estrelas, mas não porque o livro seja ruim, pelo contrário, é um ótimo livro, mas ainda que me tenha acrescentado um ponto de vista mais intenso sobre esse assunto, deixou a sensação de que poderia ter tido algo mais. Embora eu tenha gostado da oportunidade e liberdade de moldar o final a bel prazer.

Vamos ler um trecho:

“No fim das contas, o sangue e as lágrimas se parecem porque em certo momento deixam de jorrar. Não podem continuar para sempre. A gente continua – eu ia em frente, vou em frente, acordo, o dia passa, o Ray volta para casa, chega a noite, cama, dormir para acordar e fazer tudo de novo e de novo e de novo ou, como rezamos na missa, para todo o sempre. Amém.” (pág. 158)

Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique

03 outubro 2012

Resenha: Entangled - Cat Clarke



Editora: Quercus Publishing 
Ano: 2010
Páginas: 374
Mais informações: Skoob 
Avaliação:




As mesmas perguntas ficando rodando em minha mente:
O que ele quer de mim? Como pude deixar isso acontecer? EU VOU MORRER?Grace, de 17 anos, acorda em um quarto branco com uma mesa, canetas e papéis – e sem a menor ideia de como foi parar ali.Enquanto Grace põe sua complicada vida naquelas páginas ela é forçada a lembrar de tudo que ela tentou esquecer: A maneira como se apaixonou pelo encantador Nat, e como sua relação com Sal, sua melhor amiga, começou a se desintegrar. Mas há algo faltando. Algo que ela não consegue lembrar, por mais que tente. É algo que só ela pode ver?Grace terá de confrontar a pergunta mais importante de todas: Porque ela está aqui?
 

Uma história sobre segredos obscuros, amizades intensas e amores eletrizantes

O que me levou a ler Entangled? Bom, primeiramente a capa que além de linda é completamente hipnotizante – Sério, devo ter passado cerca de 15min só admirando-a – seguida pela sinopse, que fez com que eu deixasse de apenas ‘querer’ lê-lo e passasse a PRECISAR do livro. Estava decidido.

Grace acordou em um quarto inteiramente branco com apenas uma lembrança: Ela estava pronta para suicidar-se quando o estranho e belo Ethan surgiu do nada e eles começarem a conversar. Depois disso, um branco total. Até acordar ali. Depois de uma rápida análise no quarto notou a existência de uma mesa com uma porção de canetas e papéis. Ethan trazia suas refeições e vez ou outra sentava e lhe fazia estranhas perguntas, mas se negava a responder as dela.

Na tentativa de manter sua sanidade durante o estranho cárcere ao qual estava submetida começa então a contar-nos sua trágica história: Como conheceu Grace, sua melhor amiga. Seu encontro inesperado com Nat e os sentimentos que pela primeira vez na vida permitiu-se sentir e como ambas as relações começaram a desabar. E enquanto escreve começa então a lembrar de tudo que lhe aconteceu – e de toda dor que sentiu.

É difícil acreditar que Entangled seja o livro de estreia da Cat Clarke, que me surpreendeu com sua maneira de trazer as palavras à tona tornando quase impossível não sentir vividamente o mesmo que a personagem. O livro trata de problemas que tem ocorrido com muita frequência, como por exemplo: automutilação, suicídio, etc. O único ponto contra: Eu consegui desvendar o mistério principal ainda no primeiro capítulo – na primeira frase para ser mais honesto. – o que para muitos poderia ser decepcionante, mas que no meu caso instigou-me ainda mais a chegar ao desfecho, acompanhar a trajetória da conturbada Grace e descobrir a mensagem que a Clarke quis passar com o livro. Gostaria de poder compartilhar mais a respeito da trama, mas isso está fora de cogitação. Basta apenas finalizar dizendo que por mais que eu tivesse prometido a mim mesmo não fazê-lo, eu chorei. Logo, posso afirmar que é um dos livros que levarei para sempre em meu coração.

Para finalizar eis um de meus trechos preferidos:

Não que eu me importe em estar só, não realmente. Eu posso me distrair com fantasias bobas e devaneios por horas, mas no final tudo sempre volta para mim. É com isso que me deixaram: Eu mesma. E é isso que me assusta mais do que tudo: Eu. (pág. 207)

Assim me despeço. Com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique

20 setembro 2012

Resenha: Branca como o Leite, Vermelha como Sangue – Alessandro D’avenia


Editora: Bertrand Brasil
Ano: 2011
Páginas: 368
Mais informações: Skoob 
Avaliação:



Leo é um garoto de dezesseis anos como tantos: adora o papo com os amigos, o futebol, as corridas de motoneta, e vive em perfeita simbiose com seu iPod. As horas passadas na escola são uma tortura, e os professores, “uma espécie protegida que você espera ver definitivamente extinta”.
Um romance sobre o ano mais intenso na vida de um jovem, em que ele aprende a lidar com os próprios sentimentos e, consequentemente, com seu amadurecimento.
Um traço interessante do livro é a técnica de utilizar cores para descrever os sentimentos e as sensações do menino Leo; por exemplo, o branco, sinônimo de solidão e silêncio.
Apesar de toda a rebeldia, ele tem um sonho que se chama Beatriz. E, quando descobre que ela está terrivelmente doente, Leo deverá escavar profundamente dentro de si, sangrar e renascer para a vida adulta que o espera.


Conheci esse livro através de um blog, li a sinopse e foi fatal, me apaixonei. Demorei alguns meses até comprá-lo, mas quando o fiz, não demorei a devorar o livro, que por sinal amei.

O livro é um monólogo do Léo, de dezesseis anos que como a maioria dos garotos de sua idade é imaturo e só se preocupa com coisas como vencer o campeonato de futebol da escola, sobreviver à mesma, montar uma banda, sair por aí com sua motoneta e, como ele define: “fugir do branco”. E através de Léo somos apresentados a Niko, Silvia, o Sonhador – o professor substituto – e, é claro, Beatriz, que é a dona de seu coração. A razão pela qual ele vai todas as tardes ao ponto de ônibus em frente à escola. Um amor platônico, -mas sem sombra de dúvidas real.

O D’avenia consegue com sua forma bela, poética e ainda assim despojada de escrever, ou como eu melhor definiria: ‘passar sua alma para o papel’, nos transformar através de suas marcantes personagens, das quais não falei muito, até agora. Há o Niko, o melhor amigo que sempre está lá para ajudar o Léo a fugir do branco, do vazio dos pensamentos, do tédio. É o melhor amigo que todo cara já teve, que arrota e te propõe desafios. Sem ele, o Léo seria só mais um cara normal e Os Piratas não existiriam. E a Silvia, aquela melhor amiga que todo mundo tem, a que ouve suas incertezas, loucuras e bobagens e sempre tem o conselho certo na ponta da língua, como uma espécie de Anjo da Guarda. Como o Léo sabiamente a define “Silvia é azul. Assim como todos os amigos de verdade devem ser”. Então temos O Sonhador, professor substituto (ou um “fodido” como o Léo insiste em definir) da “pior” espécie: É um daqueles que ama o que faz. E tenho de admitir que de todas as poucas páginas passadas na sala de aula, as do Sonhador são minhas prediletas. Sempre com uma boa história. Sempre com um ensinamento. Sempre com aquele brilho nos olhos, um brilho de alguém apaixonado. Alguém que tem um sonho e vive-o a cada dia. E por fim temos a Beatriz que mesmo no auge da dor é forte. Vermelha. Assim como seus belos cabelos. Assim como o amor. E esses são só alguns dos marcantes personagens que nos esperam nessas deliciosas páginas cheias de cores, sentimentos e lições de vida para nos presentear.

O livro tem uma leitura rápida, mas não no sentido de apressada ou ligeira; por favor, não me entenda mal. Defini como ‘rápida’ pelo fato de ser deliciosa e nos deixar com água na boca pela próxima página. Tudo acontece ao seu próprio tempo e antes que possamos dar-nos conta estamos lidando com o precoce amadurecimento do personagem e, ainda mais, amadurecendo junto a ele. Sabe aquele livro em que mesmo antes do término você tem aquele feeling de que será carregado para onde quer que você vá, pois estará ali, bem guardado, no fundo do seu coração? Pois é, esse livro foi assim para mim, marcante. E vou mais além e defino-o como puro sentimento, pois é isso que ele é e o que nos proporciona; Ao fim de alguns capítulos você estará sorrindo animado, em outros: suspirando. Talvez haja alguma lágrima a sua espera, mas eu insisto em afirmar que é impossível terminar este livro e não levar algum aprendizado, força ou afeto. Absolutamente impossível.


E só para finalizar com aquele gostinho de quero mais. Deixo o seguinte quote:
– Você acha que eu poderia ser até um escritor?
– Me conte uma história...
Permaneço em silêncio. Fito uma estrela mais vermelha do que as outras, cintilante.
– Era uma vez uma estrela, uma estrela jovem. Como todas as estrelas jovens, era pequena e branca como leite. Parecia quase frágil, mas isso era só o efeito da luz que ela liberava, e que a tornava quase transparente, toda luz. Era chamada de Anã, porque era pequena. Branca, porque era luminosa como o leite: Anã Branca, Anã para simplificar. Ela adorava girar pelo céu e conhecer outras estrelas. Com o passar do tempo, Anã cresceu e se tornou Vermelha e grande. Não era mais Anã, mas Gigante, Gigante Vermelha. Todas as estrelas a invejaram por sua beleza e seus raios vermelhos, como cabelos infinitos. Mas o segredo da Gigante Vermelha era continuar Anã dentro de si. Simples, luminosa e pura como Anã, embora parecesse gigante e vermelha. Por isso Anã Vermelha continua a cintilar no céu do branco ao vermelho e vice-versa, porque é as duas coisas simultaneamente. E não existe beleza mais bela do que ela no céu. E na terra. (pág. 238).

Assim me despeço. Com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique

10 agosto 2012

Resenha + Sorteio: A Culpa é das Estrelas - John Green



Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 288
Mais informações: Skoob 
Avaliação:



Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos –, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.



A Culpa é das Estrelas é um dos livros que mais desejei ler este ano e agora que finalmente o fiz, bom, não posso dizer que me decepcionei, pois muito pelo contrário, me surpreendi, ri, chorei e, como o queridíssimo Markus Zusak enfatizou na capa, ainda quero mais. Então aviso: tentarei ser crítico ao máximo e isentar os indesejados spoilers, mas essa resenha será totalmente emocionada, pois eu não a saberia escrever de outra maneira.

Como enfatizei alguns posts atrás o John Green me conquistou com Quem é você, Alasca?, um dos livros mais emocionantes e bem escritos que já tive a alegria de ler nesta vida. Mas, preciso pedir perdão a Alasca, Miles e todos os outros personagens memoráveis que sempre levarei em meu coração, pois a Hazel e o Gus passaram a ocupar um espaço enorme nele e, bom, se antes eu gostava do John Green, hoje eu o amo. Não digo isso da boca para fora, por favor, não faça mal juízo de minha pessoa, a questão é que simplesmente não há como não amar alguém que nos presenteia com tão bela, vívida e realista estória. A culpa é das estrelas é mais que um livro, é um presente incomparável, uma lição e uma experiência que todo leitor deveria ter a chance de experimentar, a experiência da transformação. Deixe-me tentar explicar como funciona: Você inicia a leitura do livro como a de outro qualquer, expectativa à mil, talvez, mas acredite, não há nada que possa te preparar ou poupar da imensa gama de sentimentos que este exemplar te levará a sentir. Então você conhece os personagens, tão reais que poderiam morar na casa vizinha, e se encanta com suas características peculiares e únicas, assim como deve ser. A partir daí você começa uma jornada onde, sem dúvidas, irá sorrir, chorar, crescer e se transformar, na medida em que os personagens fazem o mesmo. E, cá entre nós, há muitas poucas sensações melhores do que essa nessa vida. Muito poucas mesmo.

Se eu tivesse de definir a experiência de ter lido A Culpa é das Estrelas em uma única palavra, ela seria Gratidão, pois sou e sempre serei grato ao Green por cada sorriso, descoberta, lágrima – que foram muitas e por vezes incessantes – e pela experiência de vida que o mesmo me levou a adquirir. E falando em lágrimas, tenho de confessar. Este foi o primeiro livro que me fez parar a leitura, correr para o quarto, sentar abraçando os joelhos enquanto chorava, soluçava e tremia de forma, para muitos, vergonhosa. Portanto repito: Este é um livro perfeito, então, se um dia você tiver a sorte de tê-lo em mãos, não deixe para depois. Inicie a leitura e viva tudo o que só o John Green pode te levar a viver.

Bom, juro, eu poderia passar horas aqui discorrendo sobre este livro e ainda assim não conseguiria expressar de forma suficientemente boa à maravilha de tê-lo lido. E, bom, dei cinco estrelas por ser a nota máxima do blog, mas minha vontade é de dar uma constelação inteira.

Enfim, vamos à quote? (que foi difícil de escolher dentre tantas incríveis).

Não sou formada em matemática, mas sei de uma coisa: existe uma quantidade infinita de números entre 0 e 1. Tem o 0,1 e o 0,12 e o 0,112 e uma infinidade de outros. Obviamente, existe um conjunto ainda maior entre o 0 e o 2, ou entre o 0 e o 1 milhão. Alguns infinitos são maiores que outros. (Pág. 235).

SORTEIO

  • Para participar preencha o formulário abaixo. (Rafflecopter)
  • NOTA: Apenas os QUATRO PRIMEIROS ITENS DO FORMULÁRIO SÃO OBRIGATÓRIOS, o restante são chances extras (muita gente se confunde nesse quesito).
  • Residir em território brasileiro.
  • O sorteado receberá um e-mail do blog e deve responder até 72h após o contato.
  • O prazo para participação é até 15/01/2013



Assim me despeço, com a promessa de voltar.
E como há braços, abraços.
Caleb Henrique
DFTBA!