CABEÇALHO1

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08 janeiro 2013

Das Páginas Para as Telas #4 - Peter Pan



Olá, Viajantes!
Primeiramente peço perdão pelo sumiço repentino. Esta semana o trabalho está na maior correria, pois há – entre outros – um pedido de nada mais, nada menos que 288 bandeiras (Pois é... UAU!).

Enfim, o Das Páginas Para as Telas de hoje é todo especial para mim, afinal, a Terra do Nunca me encanta desde os meus tempos de piá e o livro é, sem sombras de dúvidas, um dos meus favoritos. Dentre todas as versões que assisti (cerca de cinco ou seis, se não estou enganado) optei por falar do filme de 2003 que é de uma fantasia e fidelidade ímpar. É claro, há cortes e modificações – o que não é novidade alguma em adaptações cinematográficas, mas todas elas podem ser facilmente ignoradas (ou, dependendo da pessoa, talvez nem tão fácil assim) enquanto nos deliciamos com este fantástico e delicioso filme.

03 janeiro 2013

Diário de Bordo #11



Olá, Viajantes. Como passaram o révellion?
Tenho alguns textos e um conto curto prontos e depois de muito pensar sobre qual mostrar primeiro optei por um que é, na verdade, um relato bastante pessoal já que constantemente sofro com crises hepáticas, causadas por nada mais nada menos que excesso de gordura no fígado, o que me leva a refletir que até nisso sou do contra, tendo em vista que no meu caso “O que mata, também engorda”. Então, em meio a uma dessas malditas crises, escrevi isso na janelinha de mensagens do facebook enquanto conversava com uma amiga e, com toda modéstia do mundo, gostei um pouco e resolvi salvar. Enfim, a introdução está ficando maior que o texto em si, então... LET’S READ!



Divagações entre crises hepáticas

Hoje me sinto poderoso. Que engraçadas são as pequenas coisas, não? Sinto que tenho o destino da minha vida em mãos, o que não é de todo mentira. Sinto-me forte por poder optar entre destruí-la ou deixá-la em paz. Consegue compreender?
 
Tenho um chocolate no bolso esquerdo da calça. Sim, um chocolate simples. Um Sonho de Valsa para ser mais exato. Ele talvez seja meu último. A última vez que o açúcar e o cacau diluídos me descem a garganta. E fico me perguntando "Se ele for mesmo o último; Atrevo-me a saboreá-lo ou continuo vivendo?" e opto por deixá-lo aqui, juntinho a mim, como um inimigo invisível. Só para continuar me sentindo assim, dono de minha própria vida.
 
Não o comerei; Isto é certo. Não hoje, ao menos. Que sei eu para falar sobre o amanhã?
 
Sim, farei isso. Uma piada interna: Ter o meu inimigo no bolso, tocá-lo, mas não dar-lhe o doce gosto da vitória; ou será que o contrário? Sim, até faz mais sentido agora que paro para pensar. Portanto, refaço minha última sentença: "Ter o meu inimigo no bolso, tocá-lo, mas não dar-me o doce gosto da derrota".

Caleb Henrique


Então, é isso. Espero que não tenham sorrido demaiMENTIRA! Podem rir à vontade. Mas e então, vamos conversar um pouco? O que têm lido? O que querem ler? Já estão fartos dos meus textos nonsense? Alguma sugestão para o blog? Para o blogueiro? Haha. Sei lá, me falem o que quiserem. Acho uma delícia conversar com vocês! E não falo isso da boca pra fora.

Assim me despeço, com a promessa de voltar.

31 dezembro 2012

Retrospectiva Literária 2012



Última postagem do ano... PUXA VIDA!
Há anos o blog Pensamento Tangencial reúne blogs para fazerem suas próprias Retrospectivas Literárias, que podem ser mostradas através de imagens, textos, vídeos ou como cada um preferir. Optei pela terceira opção, que vocês podem conferir logo abaixo:


2012 foi um ano incrível para mim; e eu tinha muita coisa que agradecer e mostrar, muitas mesmo. Autógrafos, respostas e e-mails de escritores unicamente especiais para mim são algumas delas. Porém, eu vou viajar hoje. Passar réveillon na praia com o pessoal, ao som do velho e bom Paralamas do Sucesso. Mas deixo a promessa de fazer um post especial em 2013 e mostrar tudo (podem cobrar!).

Enfim, meu muito obrigado por todas as visitas e pelo apoio que me deram durante esses seis meses. E adianto que em 2013 teremos algumas novidades por aqui (cruzem os dedos e torçam por mim, sim?). Que o ano vindouro seja grande para todos nós, Viajantes Literários. Que compremos, ganhemos e principalmente leiamos muitos e muitos livros, principalmente. Mas que também haja paz, saúde, prosperidades e muitas conquistas em nossas vidas pessoais, acadêmicas e profissionais.

FELIZ ANO NOVO!

E assim me despeço, com a promessa de voltar.

28 dezembro 2012

Meus Melhores Rascunhos – Christine M.



Editora: Underworld 
Ano: 2012
Páginas: 120
Mais informações: Skoob 
Ver também: [Resenha] Sob a Luz dos Seus Olhos
Avaliação: 




As primeiras publicações de Christine M. foram feitas pela internet e, após quase dez anos de escrita, seus melhores textos foram selecionados e transformados em livro. “Meus Melhores Rascunhos” traz uma coleção de crônicas, contos, versos e aforismos retirados de seu antigo blog e também inéditos. A maior característica da obra é o tom intimista, quase pessoal, pois, nesse caso, poderemos apreciar as linhas despretensiosas da autora que sempre viu na escrita, antes de qualquer coisa, um modo de florescer e de se conhecer melhor. Espere textos com romance, sensibilidade e transparência. Um apanhado de pensamentos e sensações da jovem autora que se transformou em um livro encantador.

Vamos falar de sentimentos? Tudo bem, vocês devem estar se perguntando o que isso tem a ver com a resenha, eu sei; A resposta, claramente é: Tudo, meu caro Viajante. Absolutamente tudo. Porque é justamente isso que a Chris uma vez mais nos oferece em Meus Melhores Rascunhos, uma imensa e diversificada gama de sentimentos que poderão te levar da mais alta nuvem ao mais profundo oceano e, provavelmente, muito além. Com seu jeito dócil e honesto e sua encantadora e faceira escrita a escrevedora nos leva a viajar para onde bem entender e, sem que percebamos, estamos muitas vezes dentro de nós mesmos. Esse é, inclusive, um dos aspectos que eu mais admiro nela: A capacidade de sentir e fazer com que sintamos tudo aquilo que escreve. É um pouco como ela descreve no texto sobre a Clarice L. (a qual ela tem como uma amiga, tamanha a proximidade com seus escritos e carrega consigo para onde quer que vá) enquanto eu lia, sentia a Chris aqui, sentadinha perto de mim, sorrindo faceiramente a cada suspiro, sorriso e emoção que conseguiu me arrancar — que acredite, não foram poucos. Em alguns textos, ela se fez tão presente que consegui ouvir sua voz, não apenas em minha mente como ocorre com todos os livros, mas de uma forma tão realística que não encontro palavras boas o suficientes para explicar, então me resumo a sentir mais uma vez a sensação. Sim, eu a ouvi não apenas lendo para mim, mas conversando, desabafando e me deixando absorto diante de tamanha franqueza e transparência e essa sensação é impagável.

Este é um livro curtinho, então, mesmo que eu tenha cogitado a possibilidade de saboreá-lo aos poucos, para não ter de me despedir tão rapidamente, só consegui em duas parcelas. Metade pela manhã e metade antes de dormir. A sensação foi a mesma. Vi a mim mesmo como personagem de muitos daqueles “Rascunhos” e inclusive comentei isso com ela em uma breve conversa, na qual ela retrucou: “Você acha que eu escolho meus pupilos aleatoriamente? tsc tsc tsc” e consecutivamente me deixou todo risonho e bobalhão em frente a esta mesma tela que agora observo.

Então, mesmo sabendo que nem todos dão preferência a livros de contos, textos e prosa, rogo que não deixem de ler Meus Melhores Rascunhospor este motivo, pois acredito que não há forma de se arrepender depois de tê-lo feito. Ganhei meu exemplar da Chris, que me mandou com uma dedicatória muito linda por sinal, e por isso pretendia obter um exemplar na lojinha da Underworld e sortear junto com esta resenha, mas depois de minhas últimas (e gigantescas) aquisições fiz a promessa de não comprar mais nenhum exemplar esse ano (e o mínimo possível em 2013), então quem quiser ler o livro precisa correr, pois ele é de tiragem única e ela já está quase no fim. Deixo então a promessa de sortear O Que Não Diz a Lenda que provavelmente será minha primeira leitura do ano vindouro.

Bom, eis a parte difícilimpossível. O quote. Alguém por favor me ensina a escolher apenas um dentre centenas de “quotes quotáveis”? Sério, nem sequer consigo escolher um “rascunho” como favorito, pois amei cada um de uma forma diferente e todos num sentido geral. Pensei em espalhar vários quotes durante esta resenha, só para deixar a curiosidade de vocês a mil, mas me resolvi pelo seguinte: Abri uma página aleatória e peguei o primeiro quote que avistei. Então, deliciem-se:

Eu sempre li. Não consigo ter memória do tempo em que as letras nada mais eram do que símbolos obscuros. Em minha cabeça ou, mais provavelmente, na minha alma mora a ilusão verdadeira de que nasci lendo. (...) leio o que me der na telha. Não defino um livro pela quantidade de exemplares que vendeu, pelo nome que assina a capa ou pela opinião alheia. Mesmo porque, se eu levasse, a última em consideração me sobrariam pouquíssimas opções — Falemos de amor (Págs. 48/49). 
PS.: Se você participou da promoção de Sob a Luz dos Seus Olhos e consequentemente curtiu a página da autora no facebook eis mais um ótimo motivo para você obter seu exemplar: TEM SEU NOME NOS AGRADECIMENTOS!

Assim me despeço, com a promessa de voltar.
Caleb Henrique